Pontos deVistas

Uma história de terror em três palavras: Hoje é segunda.

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Giraldo

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É famosa a expressão: Todos os caminhos vão dar a Roma.
Porém em Évora, todos os caminhos vão dar à Praça do Giraldo. Mas afinal, quem é ou foi o Giraldo?

O nome da praça é uma homenagem a Geraldo Geraldes, que teve a alcunha de o Sem Pavor, pois este conquistou Évora aos mouros em 1167. Em agradecimento por este enorme feito, D. Afonso Henriques nomeou-o alcaide da cidade e fronteiro-mor do Alentejo.

Contudo o nome "Praça do Giraldo" é relativamente recente, já que anteriormente, entre os séculos XIII e XIV, a praça era conhecida como Terreiro ou "Praça de Alconchel" e depois simplesmente por "Praça Grande" entre os séculos XV e XIX.

  Informação técnica

Fotografia N.º: 4248

Publicado em: 2021-09-17

Grupo: Urbanismos #Urbanism

 Câmera: Nikon D90

 Abertura: f 8

 Distância focal: 18 mm (35mm equiv.: 27 mm)

 Velocidade do obturador: 1/320 sec

 Flash: Não Disparado No flash

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  Comentários

Existem 11 pontos de vista. Quem será o próximo?
01
A
Ana Lúcia
em 2021-09-17 10:04

Reconheci logo este local e só aqui estive duas vezes na vida, por breves momentos. :)
Gosto do forte contraste e da perfeição dos detalhes. A verticalidade permite-nos percorrer o "caminho" até à igreja.

02
M
Manu
em 2021-09-17 10:30

Penso que nunca aqui estive, mas gostava de ir.
Gostei desta praça com ar arejado e com uma esplanada onde apetece beber uma bjeca, dizem que por lá costuma estar muito calor.

03
J
Janita
em 2021-09-17 13:52

Conheço bem. Pouco antes dos finais da década de noventa passei uma semana em retiro semi-voluntário, num Monte de Turismo de Habitação, cujo nome não irei publicitar, situado a três km de Évora.
Nunca esquecerei essa semana. Todas as manhãs rumava às portas de Évora estacionava o meu carrito, e percorria a rua que me levava à Praça do Giraldo. Visitei o Museu, pedi a uma turista que me fotografasse junto ao Templo de Diana, comprei bugigangas tradicionais para trazer de recordação e para oferecer... almoçava no mesmo restaurante e regressava ao Monte antes da força do calor.
Num tempo em que os telelés não andavam na carteira ou no bolso de cada cidadão, foi uma proeza ter-me aguentado oito dias. Valeu-me a companhia do Paul Auster e da Trilogia de Nova Iorque, da pequena piscina que mais parecia um tanque e da figueira baixinha e carregadinha de figos. Também a voz de Nat King Cole, nas idas e vindas para e da cidade, atenuaram a minha solidão. Fui obrigada a ir e ficar? Não, de modo nenhum. Foi um repto que lancei a mim mesma, depois da amiga que ficou de ir comigo ter desistido. Eu disse: «Pois vou sozinha.»... E fui, e fiquei o tempo que tinha marcado e me tinha comprometido para estadia.

Quantas vezes entrei dentro da frescura dessa Igreja nas manhãs mais quentes e chorei sem saber porquê... mas teimosa, fui ficando e só regressei ao Porto no dia que havia dito à senhora - holandesa, por sinal - que vinha embora.
No livro onde estavam registados os sentires de quem os quis lá deixar, creio que todos em inglês e alemão, escrevi isto:

"Alentejo, ai Alentejo. Solidão, ai solidão.
Vim de coração magoado, perto com a alma lavada, devo isso ao Alentejo, esta terra tão amada. Porque em teu seio nasci também eu sou tua filha, porque tenho de partir contigo no coração e para tão longe de ti?"

Se um dia o Remus lá voltar, dir-lhe-ei o nome do Monte e pode constatar por si, caso o empreendimento ainda exista, que o que acabei de lhe contar é a mais pura verdade. Foi na 1ª semana de Setembro de 1996.

Agora, apetecia-me apagar este meu desvendar de alma, mas, como não tenho coragem, deixo isso a seu cargo, Mr. Remus.

04
R
Ryk rdo
em 2021-09-17 16:44

.Já estive várias vezes em Évora e nessa Praça
.
Bom fim-de-semana
.

05
W
Willem
em 2021-09-17 19:14

Photographed from an attractive point of view.

06
L
L Reis
em 2021-09-17 19:53

Com mãe Alentejana, Évora tem sido quase a "minha segunda casa", por isso só posso gostar desta imagem de uma cidade e de uma praça que eu tanto gosto (principalmente naquelas alturas em que os turistas são raros). A edição roubou-lhe a cor, mas redobrou-lhe o carisma. A perspectiva ganhou com aquela distribuição de transeuntes que quase parece ensaiada.
Pormenor preferido: O movimento congelado do homem que segura o cão pela trela :):)

07
M
Michael Rawluk
em 2021-09-18 01:17

That is very nice. I love the dark sky.

08
L
Lis
em 2021-09-22 12:30

Tantos lugares emblemáticos para se conhecer no seu País, Remus
Gosto dessas fotos sem filtro _ assim bem naturais.
meu abraço

09
D
Dida
em 2021-09-23 22:03

Vê lá Remus o que o teu Giraldo por aqui vai provocando.
Bons recuerdos.
Bonita partilha das memórias da Janita.
Li. Confesso.

10
R
Roadrunner
em 2021-09-25 17:07

Ficou bem em p&b.

11
R
Remus
em 2021-10-31 19:54

Obrigado por fazerem parte da família do Pontos de Vistas.

Janita: Eu não apago nada. Acho que foi uma belíssima partilha. Obrigado.
Willem and Michael Rawluk: Thanks.