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Vês a tulipa rude Anterior Seguinte

Vês a tulipa rude

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  Experiências Experiments    Nikon D90  

Vês a tulipa rude
Quando outra boca a abandona.
À sua pele aveludada, cintura fina,
Quase a mordes.
A essa tulipa crua, ao esmagá-la,
Não lhe escondes o odor. (Jorra, esguicha.)
Abre-se por dentro, lançada fora.
A desatenção solta-se, lágrima sã de odorosa.
Da embriaguez, não é outra coisa, rude, crua.

Poema «Qual Tulipa?» de José Emílio-Nelson in "Ameaçado Vivendo – Obra Poética II".

  Informação técnica

Fotografia N.º: 4196

Publicado em: 2021-07-15

Grupo: Experiências #Experiment

 Câmera: Nikon D90

 Abertura: f 14

 Distância focal: 22 mm (35mm equiv.: 33 mm)

 Velocidade do obturador: 8 sec

 Flash: Não Disparado No flash

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  Comentários

Existem 13 pontos de vista. Quem será o próximo?
01
A
Ana Lúcia
em 2021-07-15 08:55

Será esta fotografia maravilhosa :) para o desafio «Low Key»?
Lamento, mas não sei fazer este tipo de trabalho :(

02
R
Roadrunner
em 2021-07-15 09:37

Que bichinho tão giro. O fundo preto valorizou as suas cores.
Saudações!

03
R
Ryk rdo
em 2021-07-15 10:38

Até pensei que era uma ARANHA com pernas perfumadas.
Cumprimentos

04
M
Manu
em 2021-07-15 15:56

Caso para dizer:- quem sabe sabe.
Uma foto que me tirou do sério, de tão bonita que ficou. 👍

05
S
Steven
em 2021-07-15 18:56

The subtle lighting works very well here giving the tulips a glowing luminescence. A splendid arrangement as well.

06
W
Willem
em 2021-07-15 20:04

Brilliant, they enter your screen from the background.

07
J
Janita
em 2021-07-15 23:39

Com essa coisa de falar em lágrima provocada pelo odor, do rude, nua e crua, até parece que o poeta fala de numa cebola... :P
Até as túlipas desmairam... Gosto muito da cor delas.

08
L
Lis
em 2021-07-16 02:41

As tulipas são simplesmente lindas.
E com o fundo escuro deu um toque original, como é seu charme.
Amei, Remus

09
O
Omid
em 2021-07-16 20:46

very nice work!
Lovely flowers & colors.

10
L
L Reis
em 2021-07-16 21:23

Esta imagem é o final feliz da história da Família Sementinha.
Conta a lenda que a família Sementinha decidiu lavrar a escuridão e criar raízes na noite. As dálias deitaram as pétalas à cabeça, os narcisos empinaram as folhas de indignação e os amores-perfeitos tremelicaram aflitos, ainda mais do que o costume. Por muito tempo, o tema das conversas florais era um e só um, mas o tempo foi passando, passando e a noite continuava apenas noite e a escuridão, apenas escuridão.
Vieram outras estações, vieram outra flores, vieram outras cores e a família Sementinha já só vivia na memória de um ou outro crisântemo mais idoso.
Até que uma noite... e nem as flores mais rudes conseguiram dizer que não viam a tulipa que, delicadamente, desabrochava do escuro silêncio da noite.
FIM

11
R
Ramon Clemente
em 2021-07-25 13:17

¡Qué diferente y sutil iluminación comparada con muchas otras de las fotografías de la galería!

12
R
Remus
em 2021-08-19 21:32

Muito obrigado pelos vossos comentários. Eles são sempre muito apreciados.

Ana Lúcia: Como entretanto reparaste, foi mesmo. E como sempre, dizes que não sabes e depois até consegues. :-P
Steven, Willem and Omid: Thank you.
L Reis: Surpreendente comentário e conto.
Ramon Clemente: Gracias.

13
L
L Reis
em 2021-08-25 21:33

Deu para isto... o que é que se há-de fazer... a fotografia foi a grande "culpada" :)